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M u l t i f a c e t á r i a

Escritos, sons, imagens e outras experiências de Brenda Mars

Levando o tempo de isolamento mais leve com música e poesia

WhatsApp Image 2020-04-17 at 08.26.16Não deixem de conferir meu canal de áudio: soundclound.com/brenda-marques-pena onde posto poemas orais, sonoros.

Entrevista com Adriana Queiroz na íntegra:

Adriana Queiroz: Você era uma das atrações do Animarte em Montes Claros. E com a pandemia, houve o cancelamento do evento. O que tinha preparado?

Brenda Marques: Estava tudo pronto para eu que sou de Belo Horizonte viajar para Montes Claros no final do mês de março para participar do AnimArte, mas a pandemia chegou antes e atrapalhou a viagem e o evento precisou ser adiado. Não foi um cancelamento, mas sim uma necessidade de espera de uma data viável. Tinha preparado uma apresentação do Duo Sussurros, minha com Élcio Lucas, que é aí de Montes Claros e juntas fazemos um espetáculo bem interativo com música, poesia e performance. A apresentação seria em homenagem às mulheres na vernissage de uma exposição de artes plásticas que estava sendo preparada com várias artistas no Ateliê da Felicidade Patrocínio. Também daria um curso sobre Poesia Sonora voltado para poetas, artistas da música e do teatro, mostrando como este tipo de poética integra estas artes e traz o som como uma imagem potente, é como construir metáforas por meio das sonoridades. Há tantos sons que passam despercebidos por nós e podem ser elementos de uma poética que leva em conta paisagens sonoras e até mesmo sons internos que todos nós temos, é só aprender a escutar e com criatividade criar poemas a partir deste processo. E por último ainda faria a performance Tsunâmica, que tenho apresentado desde o ano passado por vários lugares: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Equador e Chile.  A última vez foi no Psiu Poético Beagá, no dia 14 de março, pouco antes do fechamento dos espaços culturais de Belo Horizonte por causa da pandemia. A apresentação traz  a potência do corpo e energia feminina. Estava programado para a abertura do show do Élcio Lucas e Banda.

Adriana Queiroz: Mudanças causadas pela Covid-19 inspiram ensaios fotográficos,  vídeos, shows, que chegam ao público de maneira positiva. O que tem feito nestes dias de isolamento?

Brenda Marques: Na sexta-feira completarei 30 dias de confinamento, em casa, quando sai poucas vezes pra ir à farmácia, ver rapidamente meus pais que moram perto da minha casa e ajudá-los com necessidades básicas, afinal é um período que temos muito que nos apoiar e o cuidado com os de mais idade tem que ser prioritário, já que são grupo de risco. Tenho feito um diário com dicas culturais que compartilho no meu facebook.com/brendamarquespena desde o primeiro dia que estou em teletrabalho. Tenho criado muitas poesias, gravado e compartilhado áudio de poemas no meu canal soundclound.com/brenda-marques-pena e aproveitado para conferir shows virtuais, ver muitos documentários de música, filmes e passando um tempo com a família. Acho que este tempo seria duro sem minha filha Dakota, que tem 7 anos e pinta o 7, nos alegrando muito. Ela fica feliz em estar mais tempo comigo. Por outro lado, foi um período triste de cancelamentos e adiamento de eventos, tinha seis agendas de eventos que foram canceladas em março, abril e maio por causa da pandemia.

Adriana Queiroz: Nestes tempos difíceis de isolamento de coronavírus, qual é a mensagem que você deixa para os leitores de O Norte?

Brenda Marques: O que podemos fazer é ter bastante paciência e aproveitar para ler muito, fazer o que gosta em casa e também nos comunicarmos virtualmente. Nós estamos separados por hora e quanto mais nos isolarmos agora, estaremos em breve juntos. Aproveitemos para aprender com este momento que tem muitas lições para a humanidade. Podemos aprimorar nós mesmos sempre. Seja solidário. Há muita gente que precisa de apoio e uma ligação, um carinho, mesmo que virtual, faz muita diferença!

Adriana Queiroz:
A declamação de um texto reflexivo, nos distrai, ajudando nossa saúde mental e trazendo a todos um pouco de alívio e esperança.  Tem algum aí (parte de algum) para nos presentear?

Brenda Marques:Deixo aqui um poema meu que integra a antologia Vamos Triunfar, que vai ser publicado pela editora Pragmatha este mês de abril, em especial para incentivar a superar este período de isolamento social. Penso na Pangea, quando não havia a separação dos continentes e com imaginação podemos nos conectar sempre e sentir este calor e vibração de quem amamos.

De volta à Pangea

Quem sabe a arte console hoje
todos os corpos solitários
Carentes da real beleza muda
Dos materiais e cores dos sonhos
Intocáveis desejos do querer
Deja vu de emoções
Lembranças que não partem
Tomem um chá comigo hoje
Amigos e amantes distantes
Vamos voltar à Pangeia
Quando não havia essa divisão
Entre países nem continentes
Vamos viajar ao centro da Terra
Provocar a erupção de mil vulcões
E deixar a lavra do amor
Queimar nossos corações..
.
Brenda Mar(que)s Pena

Hoje compartilharei este poema em áudio no soundclound.com/brenda-marques-pena, especialmente para os leitores do jornal O Norte e para a colunista Drika que sempre tem apoiado os artistas da AnimArte, divulgando trabalhos tão ricos.

Colectivo de Escritura Migrante promove encontro poético transcultural

 

EscrituraMigrante
Participantes do Poéticas Transculturales – III Encuentro de Escritura Migrantes, após apresentação do Duo Sussurros

Por Brenda Marques Pena*

Janeiro é um mês em se celebra o verão e as férias escolares nos países da América do Sul, mas para o Colectivo de Escritura Migrante foi um tempo de mostra de trabalhos artísticos e de encontro entre diferentes poéticas, afirmando a literatura em diálogo com outras artes. Um momento de tecer relações entre migrantes, nômades, seminômades e pessoas que estão sempre em deslocamento e não se sentem pertencentes a nenhum ponto geográfico específico do planeta. Dias para se abraçar, de se olhar nos olhos,  de compartilhamento de culturas e saberes sempre com afeto.

O terceiro Encontro Internacional de Escritura Migrante foi realizada em Santiago e Isla Negra, no Chile de 16 a 19 de janeiro, de forma autônoma por um coletivo de escritores composto de participantes da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México e Uruguai. O objetivo geral do encontro é trocar propostas artísticas, conhecimento cultural e debate sobre a poética dos escritores intermediários, que vivem ou transitam por diferentes países e propõe uma produção poética itinerante que instiga a produção desses escritores e artistas, assim como o intercâmbio cultural, com oficinas e apresentações artísticas sempre abertas ao público com o tema poéticas transculturais.

O tema migrações é muito pertinente nos dias de hoje. De acordo com informações divulgadas em relatório da Onu de 2019, ao todo são 272 milhões de migrantes no mundo. Na América Latina está grande parte dos que deixam seus países com destino à América do Norte e Europa. Este fluxo tem crescido nos últimos anos e apesar da Venezuela ser um dos países que mais tem aumentado o número de pessoas que migram, o México ainda ocupa o primeiro lugar em número de pessoas que saem das suas terras, são ao todo 12 milhões de mexicanos vivendo fora do país. E o que fazer nesta situação, construir muros ou romper barreiras, inclusive da linguagem por meio da arte? Este é um dos objetivos do Colectivo de Escritura Migrante, que realiza encontros anualmente, sempre de maneira itinerante em diferentes países.

O primeiro encontro da escritura migrante foi realizado em Montevidéu, em 2017 e o segundo em novembro de 2018 no Brasil, nas cidades de  Belo Horizonte, Itabira, Moeda e nos distritos de Ravena e Ipoema. Há sempre uma busca de ampliação das participações incluindo participantes também da Venezuela, Peru que ainda não participaram, mas estão buscando esta integração, afinal a migração é um tema recorrente em vários países da América Latina.

O terceiro seria realizado em novembro de 2019, mas desde outubro protestos têm ocupado às ruas e a repressão tem sido muito forte. É um período de convulsão social como nunca houve na história chilena e não teríamos condições de segurança e de viabilidade para realizar no período, então adiamos por dois meses. Realizar em janeiro foi muito bom e conseguimos parcerias com museus, livrarias e centros culturais de referência. Também foi possível acompanhar este momento histórico e cultural, em que as paredes das cidades de Santiago se transformaram em verdadeiros livros com escritos de ordem, poesia, instalações de arte urbana e as ruas com apresentações artísticas diversas.

Realizamos atividades culturais em diferentes espaços culturais:  Museu da Memória e Direitos Humanos, Museu da Educação Gabriela Mistral, Librería Proyección, Centro Cultural Barracón, Galeria Gran Refugio y Teatro Crea Rock.. Participei representando o Brasil com performance, música, poesia e também coordenando a produção. Na apresentação que fiz com o Duo Sussurros, que é formado por mim e Élcio Lucas, realizados uma performance muito interativa. Ao final, todo o público se levantou das cadeiras para uma espécie de cortejo com catarse, cantando, dançando e poetando com a gente, saindo de uma sala para o pátio principal do museu, em uma verdadeira celebração artística! Durante todo o encontro se somaram apresentações culturais com os seguintes escritores que trabalham a escrita em linguagens artísticas diversas: Amapola Araya Rojas (Chile), Ana Straus (Uruguay), Aldo Biglia (Chile), Antu Liwen (Mapuche/Chile), Brenda Mar(ques) Pena (Brasil), Camila Albertazzo (Chile), Carlos Soto-Román (Chile),  Chary Gumeta (México), Cláudia Vaca Flores (Bolívia), Coke Araya (Chile), Daniel Fernández (Uruguay), Elcio Lucas (Brasil), Eli Rodriguez (Uruguay), Erika Andrea Currea Toro (Colombia – in memoriam), Giuseppe Camelia Intelisano (Itália/Argentina), Gladys Bravo Contreras (Chile), Janina Camacho (Bolívia), Josefa Flores Araya (Chile), Jeison Oviedo Mercado (Colombia), Jéssica Muñoz (Chile), Marcia Rivera (Chile), Leo Lobos (Chile), Liliana Peña (Chile), René Silva Catalán (Chile), Rodrigo Leiva (Chile), Osmany Sabalza (Colômbia), Patricio Madiñá (Chile), Silvia Rojas (Bolivia), Tchello d´Barros (Brasil), Iván Vergudo, con el proyecto Uará (Chile/Bolívia).
Durante o encontro já foi decidido o novo local de destino, o quarto Encontro Internacional da Escritura Migrante será realizado ainda este ano, no segundo semestre na Colômbia e será aberto para inscrições e recebimento de propostas a partir de março no site imersaolatina.com.

*Brenda Marques Pena é jornalista cultural no Brasil e colaboradora da Revista Arte por Excelência, coordena o Instituto Imersão Latina e o Coletivo de Escritura Migrante.

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Colectivo de Escritura Migrante promueve un encuentro poético intercultural, rompiendo fronteras a través del arte

Brenda Marques Pena*

Enero es un mes en el que el verano y las vacaciones escolares se celebran en los países de América del Sur, pero para el Colectivo de Escritura Migrante fue una época de mostrar obras artísticas y conocer diferentes poéticas, afirmando la literatura en diálogo con otras artes. . Un momento para tejer relaciones entre migrantes, nómadas, seminómadas y personas que siempre están en movimiento y no sienten que pertenecen a ningún punto geográfico específico del planeta. Días para abrazarse, mirarse a los ojos, compartir culturas y conocimientos siempre con cariño.

El tercer Encuentro Internacional de Escrituras Migrantes se celebró en Santiago e Isla Negra, en Chile, del 16 al 19 de enero, de forma autónoma por un colectivo de escritores compuesto por participantes de Argentina, Brasil, Bolivia, Chile, Colombia, México y Uruguay. El objetivo general de la reunión es intercambiar propuestas artísticas, conocimiento cultural y debate sobre la poética de escritores intermedios, que viven o transitan por diferentes países y propone una producción poética itinerante que instiga la producción de estos escritores y artistas, así como el intercambio cultural, con talleres y presentaciones artísticas siempre abiertas al público con el tema de la poética transcultural.

El tema de la migración es muy relevante hoy. Según la información publicada en un informe de la ONU de 2019, hay 272 millones de migrantes en todo el mundo. En América Latina hay una gran parte de quienes abandonan sus países para América del Norte y Europa. Este flujo ha crecido en los últimos años y, aunque Venezuela es uno de los países que más ha aumentado la cantidad de personas que migran, México todavía ocupa el primer lugar en la cantidad de personas que abandonan sus tierras, en total hay 12 millones de mexicanos. viviendo fuera del país. ¿Y qué hacer en esta situación, construir muros o romper barreras, incluido el lenguaje a través del arte? Este es uno de los objetivos del Colectivo de Escritura Migrante, que celebra reuniones anuales, siempre de forma itinerante en diferentes países.

El primer encuentro se realizó en Montevideo en 2017 y la segunda en noviembre de 2018 en Brasil, en las ciudades de Belo Horizonte, Itabira, Moeda y en los distritos de Ravena e Ipoema. Siempre se busca una expansión de la participación, incluidos los participantes de Venezuela, Perú que aún no han participado, pero están buscando esta integración, después de todo, la migración es un tema recurrente en varios países de América Latina.

El tercero tendría lugar en noviembre de 2019, pero desde octubre las protestas han salido a las calles y la represión ha sido muy fuerte. Es un período de agitación social como nunca antes en la historia chilena y no tendríamos las condiciones de seguridad y viabilidad para llevar a cabo en el período, por lo que lo pospusimos por dos meses. Actuar en enero fue muy bueno y logramos asociarnos con museos, librerías y centros culturales de referencia. También fue posible seguir este momento histórico y cultural, en el que los muros de las ciudades de Santiago se convirtieron en verdaderos libros con escritos de orden, poesía, instalaciones de arte urbano y las calles con diversas presentaciones artísticas.

Realizamos actividades culturales en diferentes espacios culturales: Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, Museo de Educación Gabriela Mistral, Librería Proyección, Centro Cultural Barracón, Galería Gran Refugio y Teatro Crea Rock. Participé representando a Brasil con performance, música, poesía y también coordinando producción En la presentación que hice con Duo Sussurros, formada por él y Élcio Lucas, realizaron una actuación muy interactiva. Al final, toda la audiencia se levantó de sus sillas para una especie de procesión de catarsis, cantando, bailando y viviendo la poesía sonora con nosotros, dejando una habitación para el patio principal del museo, en una verdadera celebración artística. A lo largo de la reunión, se agregaron presentaciones culturales con los siguientes escritores trabajando en la escritura en diferentes lenguajes artísticos: Amapola Araya Rojas (Chile), Ana Straus (Uruguay), Aldo Biglia (Chile), Antu Liwen (Mapuche / Chile), Brenda Mar (ques) Pena (Brasil), Camila Albertazzo (Chile), Carlos Soto-Román (Chile) , Chary Gumeta (México), Cláudia Vaca Flores (Bolivia), Coke Araya (Chile), Daniel Fernández (Uruguay), Elcio Lucas (Brasil), Eli Rodriguez (Uruguay), Erika Andrea Currea Toro (Colombia – in memoriam), Giuseppe Camelia Intelisano (Italia / Argentina), Gladys Bravo Contreras (Chile), Janina Camacho (Bolivia), Josefa Flores Araya (Chile), Jeison Oviedo Mercado (Colombia), Jéssica Muñoz (Chile), Marcia Rivera (Chile), Leo Lobos ( Chile), Liliana Peña (Chile), René Silva Catalán (Chile), Rodrigo Leiva (Chile), Osmany Sabalza (Colombia), Patricio Madiñá (Chile), Silvia Rojas (Bolivia), Tchello d´Barros (Brasil), Iván Vergudo , con el proyecto Uará (Chile / Bolivia).

Durante la reunión, el nuevo destino ya estaba decidido, la cuarta Reunión Internacional de la Escritura Migrante se llevará a cabo a finales de este año, en el segundo semestre en Colombia y estará abierta para el registro y la recepción de propuestas a partir de marzo en el sitio web imersaolatina.com.

* Brenda Marques Pena es periodista cultural en Brasil y colaboradora de la Revista Arte por excelencia, coordina el Instituto Imersão Latina y el Coletivo de Escritura Migrante.

facebook.com/escrituramigrante

Este artigo foi sobre Poéticas Transculturales – III Encuentro Internacional de Escritura Migrante, realizado no Chile, em janeiro deste ano foi publicado nas páginas 30 e 31 da Revista Arte por Excelências.
http://www.revistasexcelencias.com/…/Magazines/50/AxE_50.pdf

As ruas de uma história breve

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Brenda Marques, curadora da Exposição Convergências, com poemas visuais de Tchello d´Barros, na Gran Galería, em Santiago, Chile, durante Poéticas Transculturales – III Encuentro Internacional de Escritura Migrante. A exposição segue até 15 de fevereiro.

Por Brenda Mar(que)s Pena
Pichi Uñum Zomo

Vi um homem chorar e com suas lágrimas despejava sua dor e semeava as sementes da memória de uma mulher que lhe era indecifrável. Queria ler sua pele como se fosse um livro e no silêncio das horas quando o tempo se passou indagou:  “Quantos dias se foram?” Já não estava diante de um tempo cronológico, tudo lhe era indefinível como um nó na garganta. Seria possível apagar um fato? Entre as gotas de seus olhos que caiam embaçando a visão, as memórias lutavam para permanecer e com a despedida buscava que as histórias vividas pudessem curar enquanto o tempo transformasse o hoje juntando lembranças no vai e vem em danças de amores.

Vi uma cidade chorar com muitos olhos que já não podiam ver. Rompendo o silêncio com palavras que eram gotejadas ao léu, compondo a música do invisível e tornando perceptível a paisagem com os sons urbanos do espaço-tempo onde tudo é possível, apesar da falta de certeza, em um cotidiano de imprevistos tenazes.

​Vi a incerteza em minha frente, sombrios gestos iluminados pelo fogo acendido pela cólera dos vorazes, enquanto esperei deparar com olhares, mas estes foram ceifados pela violência e revolta, até que não puderam mais ver, mas passaram a escutar as vozes dos que clamam rompendo com a indiferença atropelada pelas vivências. As entranhas explodindo a dor subcutânea, exigindo mais do que sensibilidade dos olhos que se fecham, enquanto outros se abrem.

​Vi os olhos das mulheres secarem, como secam o leite dos seios antes fartos de alimento para um novo ser. Os corpos femininos segredando enquanto no ar exalava o perfume dos líquidos secretados de prazer e gozo até se virarem do avesso e se encontrarem nas lacunas de um recomeço da caminhada de busca constante

Este conto será publicado na antologia O Nu da Palavra, da Ajeb-MG, que está com inscrições abertas até sexta-feira, dia 31/01WhatsApp Image 2020-01-27 at 13.36.18.jpeg

Rumo ao Chile – III Encontro da Escritura Migrante: Poéticas Transculturales

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“É importante viver a experiência da nossa própria circulação pelo mundo, não como uma metáfora, mas como fricção, poder contar uns com os outros”

Airton Krenak, em Ideias para Adiar o Fim do Mundo (Companhia das Letras, 2019)

Em cinco dias estarei embarcando rumo a Santiago, Chile, esta será a quarta vez minha naquele país e vou em um período de muita turbulência, mas é preciso circular para que as ideias circulem e os encontros aconteçam.

Assumi o desafio de coordenar o terceiro encontro da escritura migrante e isto como uma sequência do segundo que também coordenei e temos realizado de forma bastante colaborativa. Neste caminho tenho reencontrado pessoas e conhecido outras e tecido relações profundas com deslocados como eu, nômades, migrantes, semi-nômades, que pertencem ao deslocamento, mais que a um lugar específico do planeta.

Lendo Ideias para Adiar o Fim do Mundo de Airlton Krenak, logo no início deste ano, lembrei-me ao ler sobre a escuta da natureza, que temos que nos reconectar como natureza e ouvir as montanhas, as águas, os mares, as florestas… então me preparo mais uma vez para ouvir os Andes, o que aquela cadeia de montanhas me dirá?
Preparo também para abraçar cada um dos participante, nos olharmos nos olhos, compartilharmos arte, cultura e saberes sempre com afeto.
A programação do Encontro e tudo que será realizado tenho divulgado pouco a pouco no facebook.com/poeticastransculturales e no site imersaolatina.com

Se o tempo me permitir volto aqui para compartilhar mais deste pulsar deste encontro tão necessário para que poéticas transculturales apontem novos caminhos…
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Blues en alta altitud

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Foto: Ensayo de Ablusadas para Mulheres em Círculo


Cuando llegas a Quito, un exuberante paisaje que mezcla los Andes con sus volcanes te saluda y pronto notas que la gran altitud provoca una especie de presión en el aire. Después de acostumbrarte, caminando por la ciudad, encuentras arte en todas partes, el arte urbano y la exuberante Casa de la Cultura Ecuatoriana. Y es exactamente en esta mitad del mundo, con la energía solar de la línea de Ecuador, que el productor Carlos Patricio Recalde, junto con un colectivo de productores y artistas, han estado realizando el festival Quito Blues durante doce años.

Este año, las Ablusadas fueron invitadas a participar en representación de Brasil y, como miembro de este grupo formado por mujeres del blues, participé en un congreso celebrado durante el festival, un espectáculo de poesía, sesiones improvisadas y de un show.

Fueron días muy intensos, de muchos intercambios culturales, en un evento muy diverso, que además de música reunió exhibición fotográfica, danza, grafiti urbano, poesía, entre otras expresiones artísticas. Una gran celebración y una oportunidad para conocer un poco sobre la escena del blues de cada país, que muestra una creciente escena latinoamericana, que incluye mezclar ritmos latinos con blues, aportando un lenguaje con su propio acento.

El programa del Quito Blues de este año se llevó a cabo del 12 al 17 de agosto en el teatro Prometeo, de la Casa de la Cultura Ecuatoriana, y el parque El Arbolito. Siempre con entrada gratuita, el festival tiene la propuesta de ser accesible para todas las personas. La diversidad de participantes se hizo presente, tanto por los invitados como por el público. El festival reunió a veinticinco grupos y artistas de varios países: Ablusadas (Brasil), Sindicato Único del Blues (Uruguay), Saint Pete Blues Band (Estados Unidos), Magnolia y Agua Turbia (Chile), Dasha Laume (Colombia), y de Ecuador Black Purple, Mondonguito Blues, María Limosnas, Revolver, Jefe Vergara, Hot Choclo Blues Band, Chanfaina Blues Band, entre otros.

Intercambio cultural

La experiencia del Quito Blues también sigue para otros países. En octubre de este año en México y en febrero de 2020 se realizará una gira en Chile.

Aprovechando este intercambio y rica experiencia cultural, Ablusadas, junto con el Instituto Imersão Latina, propone celebrar en mayo un Festival Iberoamericano de Arte y Blues, en una producción de Culture & Vitrola Viva.

En este festival, Ablusadas están invitando a otras mujeres de la escena del blues de otros países, como Vivi Scaliza, que fue parte de la histórica Blacablus, y Dasha Laume, participante de Blutónica, de Colombia. La banda Little Butter de Brasil invitará a miembros de Blues del Sur y Gabriel Grätzer, guitarrista y cantante argentino. El evento también incluye un taller de armónicos.

Este proyecto aún está en construcción, pero la idea es que el festival se expanda y desarrolle en red, valorando el blues hecho por músicos latinoamericanos y la presencia de mujeres, aumentando la visibilidad de quienes están haciendo el blues latinoamericano hoy.

Lea la Revista Arte Por Excelencias completa

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Foto: Ensayo de Ablusadas para Mulheres em Círculo

https://www.mulheresemcirculo.com/post/ablusadas

Como retomar um universo de sonhos?

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Este blog foi abandonado por seis meses. Um tempo não de poucos afazeres, mas de muita produção! Há tanto que contar aqui… mas nesta véspera de Natal resolvi retomar com uma pergunta:

“Como retomar um universo de sonhos?”

O cotidiano às vezes nos engole de tal forma, que parece não haver mais tempo nem para sonhar: é só a realidade nos deixando sem fôlego…

Em 2020 darei uma pausa em janeiro para organizar a vida, ficarei por 15 dias me preparando para um novo tempo que começa nos Andes, em viagem ao Chile por cinco dias quando coordeno e participo do Poéticas Transculturales – III Encuentro de Escritura Migrante.

Antes disso, postarei aqui um pouco das minhas andanças e produções destes seis meses que compartilhei mais pelas redes sociais:
facebook.com/brendamarquespena
instagram.com/brendamarquespena

Também retomei os canais de vídeo e áudio:
vimeo.com/brendamars
soundclound.com/brenda-marques-pena

Para todos desejo boas festas e bons sonhos!

 

Gils on Drums Festival será 25 de julho

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Evento criado em 2010 pelo músico (baterista e educador) Joel Jr consolida-se hoje em mais que um sonho – é o maior Festival da América Latina reunindo mulheres bateristas e percussionistas recebe a incrível Vera Figueiredo e as sensações de Minas Amanda Barbosa, Brenda Marques, Ellen War e Izabella Dias.

De longe o mais inusitado, singular e claro, charmoso evento de bateria já idealizado e concretizado no Brasil, Girls On Drums desde sua concepção e primeira edição em Maio de 2010, obteve apoio de músicos, fãs, lojas e marcas renomadas no mercado. Além, claro, das artistas de todo país.

Já foram realizadas cinco edições na cidade natal do evento, Curitiba (2010, 2011, 2012, 2013, 2014), uma edição especial na maior cidade da América Latina, São Paulo, em Novembro de 2012,  outras duas edições especiais, uma em Salvador (Novembro de 2013) e uma em Florianópolis (Novembro de 2014), sempre com público entusiasmado e interativo.

Vale relembrar algumas artistas que já participaram: Nina Pará, Simone Sou, Vera Figueiredo, Jully Lee, Lucy Peart, Nicolle Paes, Pitchu Ferraz, Patrícia Teles, Michelle Abu, Silvana Collagiovanni (Argentina), Biba Meira, Yara Oliveira e Naná Rizinni.

Acreditando na proposta inovadora e moderna do evento marcas nacionais e internacionais de renome têm conferido suporte valioso ao trabalho.

NA PRIMEIRA edição em MG, teremos apresentação de 2 revelações locais Amanda Barbosa e Brenda Marques, além de Ellen War e Izabella Dias e para fechar com chave de outro a excepcional VERA FIGUEIREDO! Além de Sorteios, Brindes e muita informação legal! Não percam!!!

Serviço

O que: Girls On Drums
Quem: Vera Figueiredo, Amanda Barbosa, Brenda Marques, Ellen War e Izabella Dias
Quando: 25 de julho de 2019 – 19 horas
Onde: A Autêntica – Rua Alagoas, 1172 – Savassi – BHZ – MG
Quanto: 30$ Antecipado / 40$ Portaria
Venda Antecipada n’ A Autêntica de segunda à sexta, de 11h às 14h, ou através do site:

Link direto de ingressos no Sympla para o Festival:

https://www.sympla.com.br/girls-on-drums-festival__557967

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Flip começa nesta quarta-feira 10 de julho e traz protagonismo feminino

 

Esta semana começa em Paraty a Flip – a maior festa literária internacional realizada no Brasil e estarei lá junto com Irislene Morato  ministrando a palestra “O protagonismo feminino na literatura”, na sexta-feira, 12 de julho, às 15 horas. 

Todos os dias meus livros estarão expostos e à venda no espaço da Helvetia editora, na rua da Lapa 375, centro histórico de Paraty e do consulado da Suíça.
Celebraremos a Babel dos nossos tempos!

Confira programação:

O protagonismo feminino na literatura

Também estaremos autografando nos dias 13 e 14. Os meus cinco livros autorais já estarão disponíveis para venda de 10 a 14 de julho. Confira os títulos. Quem não for a FLIP, pode entrar em contato por e-mail
brendajornalista@gmail.com, whatsapp (31) 988119469 ou pelas redes sociais:

instagram.com/brendamarquespena
facebook.com/brendamarquespena

Escute também os poemas sonoros de Tsunâmica e uma entrevista gravada na rádio da Facha em soundclound.com/brenda-marques-pena

 

Exposição Convergências com Mesa Redonda e Oficina de Poesia Visual será realizada esta semana em BH

A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais abrirá em seu espaço expositivo Passarela Cultural em 13 de junho de 2019 a exposição individual “CONVERGÊNCIAS | A Poesia Visual de Tchello d’Barros” em sua 17ª itinerância, desta vez com curadoria de Brenda Mar(que)s Pena. A programação inicia as 19 h na Sala de Cursos c/ a mesa-redonda Poesia

Visual Contemporânea, onde o artista e a curadora debaterão o tema com os convidados: Carlos Barroso, jornalista e poeta e Iara Abreu, artista plástica, seguida de coquetel com abertura da mostra e lançamento do livro de poemas Cataclísmica, de Tchello d’Barros. E nos dias 15 e 16 de junho, de 14h30 às 19h30 será ministrada oficina de Poesia Visual com o artista, no espaço do Coletivo Contorno, escritório criativo sede do Instituto Imersão Latina, localizado à avenida do Contorno 4640, sala 701, bairro Funcionários. Serão duas turmas de 10 alunos no máximo, com inscrições prévias presencialmente no dia da abertura da exposição, pelo e-mail imersao@imersaolatina.com ou pelo whatsapp (31) 98811-9469 . Ao se inscrever informar se pretende fazer a oficina no sábado ou no domingo. O pagamento da inscrição pode ser feito presencialmente no dia da exposição ou por depósito bancário no BANCO DO BRASIL -Agência 3014-7 –  conta-corrente: 135533-3, em nome do Instituto Imersão Latina – CNPJ: 11.861.797/0001-38.

A EXPOSIÇÃO

“Convergências” é um projeto multimídia que apresenta a produção em Poesia Visual de Tchello d’Barros em diversos suportes como Livro, Blog, Vídeo, Instalação, Internet, Projeções em espaços públicos e esta exposição física, cuja itinerância por capitais brasileiras já passou por 17 instituições culturais em 10 Estados, por enquanto. A mostra apresenta uma seleção retrospectiva de trabalhos criados ao longo de duas décadas, com poemas visuais em imagens gráficas em P&B, impressas digitalmente em chapas de PVC, não comercializáveis, abordando temas sociais, políticos, relações humanas e do cotidiano brasileiro.

DEPOIMENTO DO AUTOR

“Considero o recurso do poema visual uma linguagem adequada para tratar de temas sempre contemporâneos (vida social, fé, amor, sexo, relações humanas dicotomias do cotidiano etc) de interesse geral da sociedade. Para além das questões da forma, ou do desenho, há esse instigante desafio de dialogar com outras linguagens, como a poesia, as artes gráficas, a colagem, a infogravura. E, continuo adotando a estratégia de levar ao público as imagens que crio, no formato de exposições físicas, presenciais, o que permite um contato maior com as pessoas, que em geral, em nosso país ainda conhecem pouco dessa modalidade de expressão plástica e ao mesmo tempo literária, tão praticada atualmente em todos os continentes. E essa mostra não poderia deixar de ser apresentada numa biblioteca, que é sempre meu espaço preferido e de visita obrigatória em todas as cidades que percorro em nosso Brasil.” Tchello d’Barros

TEXTO CRÍTICO

CONVERGÊNCIAS EM BELO HORIZONTE

Que metáforas do cotidiano os poema visuais de Tchello d’Barros trazem? Por quais espaços o traço visual caminha para se transformar em uma poética que transmite a outros seus sentidos? É possível não ser tocado por poemas visuais expostos lado a lado como sinais de um tempo contínuo? E se ele até escapar aos olhos de quem vai a exposição para ser
visto também pelos que passam pelas calçadas de uma Belo Horizonte, podendo escapar do olhar de quem passa correndo, mas atraindo a atenção de andarilhos, pessoas em situação de rua e os que se permitem a dar uma pausa nesse frenético tempo das telas conectadas.

Esta exposição individual retrospectiva intitulada “Convergências”, que neste junho de 2019 chega ao espaço da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais sempre traz novas criações e segue itinerante por vários lugares. Já passou por João Pessoa, Maceió, Porto Alegre, Belém, Blumenau, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Salvador e Brasília, por
diferentes espaços e em maio esteve na Sérvia.

O que há de novo no espaço? Sempre se agregam novos poemas visuais e ela assim se faz em processo contínuo, pois as convergências continuam confluindo no tempo e no espaço.

O multiartista Tchello d’Barros tem na poesia visual sua principal referência de trabalho e pesquisa, tendo sua obra já referenciada inclusive em mais de 10 livros didáticos e é importante ressaltarmos a importância da educação para a poesia, que se faz tão necessária como estudo de linguagem desse tempo contemporâneo. Se não nos permitirmos pausas jamais teremos tempo para que a poesia nos penetre o olhar para então tocar outros sentidos.

E aos que se permitirem olhar, que busquem suas convergências, quais as obras mais lhe atraem e as que repelem por trazerem duras críticas à realidade sociocultural do nosso pais, como PARLAMENTARES PARALAMENTARES… Cabe a cada um que passa pela rua e olha, quem resolve entrar e ver mais de perto e aos que apreciam de fato e virão para ver de perto esses poemas visuais que já passaram por tantos lugares, mas que nesta hora nos convidam a apreciá-los, como um bom pão-de-queijo com café.

Brenda Marques Pena
Curadora, Jornalista e Produtora Cultural
Belo Horizonte (MG)

SOBRE O AUTOR

O artista multimídia Tchello d’Barros (SC) mantém uma densa relação com o meio artístico em Minas Gerais, seja participando com textos em publicações como Nós da Poesia, Muro dos Poetas, Antologia 32 ou participando com poemas visuais de eventos como o Psiu Poético, exposições em galerias e do Museu da Poesia, ou ainda realizando curadorias para a semana literária I-Poema, entre outras ações em cidades mineiras, como as visitas acadêmicas à Inhotim.

Dedica-se desde 1993 às linguagens das Artes Visuais, Literatura e Cinema. Nasceu na pequena Brunópolis (SC), residiu em 15 cidades no Brasil, tendo produzido sua obra em Blumenau (onde iniciou a carreira), Maceió, Belém e Rio de Janeiro, onde vive, após ter percorrido 20 países em constantes atividades culturais. Eventualmente ministra oficinas e palestras, participando também de mesas-redondas, júris, editorias, curadorias, saraus e diversas atividades culturais no Brasil e exterior. Após participar de cerca de 150 exposições e ter trabalhos publicados em mais de 50 livros, têm se dedicado a popularizar a Poesia Visual, itinerando com a mostra “Convergências”, que apresenta algumas das obras do autor que vem sendo usadas como referência em livros didáticos de distribuição nacional.

SERVIÇO
Evento: Exposição de Poesia Visual ‘‘Convergências’’
c/ mesa-redonda e sessão de autógrafos
Quem: Escritor e artista visual Tchello d’Barros (SC)
Abertura: 13.Jun.2019 às 19 h

Visitação: 14.Jun à 09.Jul.2019
Seg. à sexta: 08 – 18 h / Sáb: 08 – 12 h
Local: Biblioteca Pública Estadual Professor Francisco Iglesias
Rua da Bahia, 1889 – 2º Piso – Sala de Cursos e Passarela Cultural
Praça da Liberdade, 21 – Funcionários. Belo Horizonte (MG)
Curadoria: Brenda Mar(que)s Pena (MG)
Ingresso: Entrada Franca

CONTATOS:
Contato c/ Brenda Mar(que)s Pena (MG)
Curadora da exposição
(31) 98811 9469
brendajornalista@gmail.com
brendamars.wordpress.com
Belo Horizonte (MG)

Contato c/ Tchello d’Barros
Artista expositor
(21) 9 8354 1978 tchellodbarros@yahoo.com.br
tchellodbarros.wordpress.com
Rio de Janeiro (RJ)

Contato c/ Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
(31) 3269-1166
http://www.bibliotecapublica.mg.gov.br
Belo Horizonte (MG)

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