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M u l t i f a c e t á r i a

Escritos, Sons, imagens e outras experiências de Brenda Mars

11 de outubro estarei na FALARJ para palestrar e lançar livros pela AJEB

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As mulheres vão decidir quem assumirá a presidência do Brasil!

Mulherempoderada
 
Por Brenda Marques Pena
 
Para que cada uma veja nosso poder de decisão: dos 147,3 milhões de eleitores aptos a votar nas Eleições 2018, ao todo, são 77.337.918 eleitoras, o que representa 52,5% do total. Já o gênero masculino reúne 69.901.035 cidadãos, representando 47,5% do eleitorado.
 
Ou, seja, vote por você mesma, não porque algum homem te falou para votar em alguém, afinal, o voto é secreto e você não precisa revelar a ninguém em quem votou. Afinal, a violência contra as mulheres ocorre neste momento também, de imposições ideológicas muitas vezes, do coronelismo que ainda existe e de machistas que dizem imperativamente: vote em fulano!
 
Vamos ter que decidir! Grande parte do eleitorado indeciso é de mulheres e sabe o motivo? É que está realmente complicado escolher nessas eleições, mas para garantir que #elenão vença, temos que fazer uma grande frente para garantir que o Brasil não tenha um representante que desrespeita às mulheres e já fez apologias infelizes à tortura ao estrupo e é totalmente contra feministas e a diversidade.
 
Já li os planos de #MarinaSilva18, #Haddad13 e Manuela (que era minha candidata inicialmente, mas queria ver ela presidente e não vice) e agora lendo o programa do #CiroGomes12, verifico que as propostas dele para a cultura são muito boas. O programa afirma o PAPEL ESTRATÉGICO DA CULTURA PARA A IDENTIDADE NACIONAL.
Leia as propostas, independente em quem vai votar, é importante conhecer o que está posto para a construção de um país melhor, que não se faz com um milagre ou um salvador da pátria, mas com consciência e luta coletiva!
Leia também: Plano de Governo do Haddad e Manuela:
Diretrizes do Programa da Marina Silva
Voto-feminino1
Direito ao voto das mulheres no Brasil  foi alcançado em 1932

Entre o Samba e o Tango na Primavera dos Museus

Compartilho aqui convite da Regina Mello, diretora do MUNAP e meus escritos poéticos que integram a antologia Entre o Samba e o Tango.

No dia 21 de Setembro, dia da árvore, semana de Primavera nos Museus, vamos nos reunir na Dance Gallery, às 19 horas, para comemorar o lançamento da antologia Entre o Samba e o Tango.

Convidem a família, os amigos, venham com muito amor e criatividade, porque vai rolar muita poesia, música e dança. Muitos sorrisos, abraços e corações pulsantes aos passos do samba e do tango.

Conto com a presença de todos!

O meu carinho e gratidão de sempre!

endereço: R. Irmão Gonçalves Xavier, 82 – São Pedro, Belo Horizonte – MG

http://dancegallerybh.com.br/

Um forte abraço,

Regina Mello
diretora fundadora do MUNAP – Museu Nacional da Poesia

 

Los tacones del Cairo

Negros, rojos o brillantes como el sol los tacones
De las  mujeres tan distintas y de todas edades,
Variedad del deseo en pasos de tango
Dicen que es un ritmo porteño
Pero en Rosário se baila
Todos los martes con esta danza
Que hace del Cairo un lugar mágico
Donde se toma un café con milongas por la tarde
Y por la noche con un vinito afloran fantasías intocables…
Brenda Mar(que)s Pena
Carnaval poliglota
 
A saliva da pluriwoman nos aquece
vous êtes né à Paris ?
Connaissez-vous la tour Eiffel?
A Babel de nossos tempos de gente infiel
Feitiço ET fantasy que ninguém esquece.
She is really crazy, é vero!
Quem não ficará imune ao parlar
De la lengua roja Del Che?
Disse que passou por Guantánamo
Todos le dijeran: – Chica terrorista!
Ela nasceu no Brasil
e tem língua até nos quadris
Com os pés fala samba no Olodum
They say: “When Michael Jackson
came to Salvador
He have lost his nose
and got a really serious virus”.
O mundo ainda saberá dela em toda parte
Ela não rouba nada,
Só pede aquilo que a ela pertence:
Musiké: música, dança e poesia
de todos os povos, de qualquer arte.
Brenda Mar(que)s Pena

11ª mesa de Poesia Visual Contemporânea será 5 de julho no Rio de janeiro

01 - Brenda Marques Pena - Mesa-redondaCartaz

 

Acontece no Centro Cultural Justiça Federal – CCJF em 05 de julho de 2018 na Sala de Leitura, a 11ª mesa-redonda Poesia Visual Contemporânea, como parte da programação de atividades da exposição itinerante e retrospectiva “CONVERGÊNCIAS | A Poesia Visual de Tchello d’Barros” com curadoria de Sady Bianchin e texto crítico de Almandrade. Além dos poetas participantes desta edição da mesa, Brenda Marques Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani, o encontro contará com Sady Bianchin como debatedor. Haverá performance de Gringo Carioca, poesia sonora com a intervenção licantrópica de Laffayete Alvares Jr e lançamento do livro Juras Secretas, de Artur Gomes. Com apresentação de Jorge Ventura o encontro tem a curadoria e coordenação de Tchello d’Barros e conta com as parcerias do jornal literário Plástico Bolha, da zine-revista Alfarrábios, da assessoria Domínio Fotográfico e Museu da Poesia Visual.

SOBRE AS MESAS REDONDAS DE POESIA VISUAL

As mesas-redondas “Poesia Visual Contemporânea” tem o propósito de reunir autores, críticos, teóricos, editores, professores, jornalistas culturais e interessados em geral para discutir aspectos atuais da produção nacional e internacional da Poesia Visual. São realizadas desde 2013 e já passaram por 10 instituições culturais, nos Estados de RJ, PR, SC, BA, RS, AL e DF por ocasião das itinerâncias da exposição “Convergências”, em curadorias de exposições coletivas e participação em congressos literários e feiras do livro. Já foram homenageados os poetas visuais Almandrade, Hugo Pontes, Joaquim Branco, Ronaldo Werneck, Phyladelpho Menezes (I. M.) e Wladimir Dias-Pino. Sem patrocínio, esse conjunto de ações tem na Internet seus desdobramentos com obras, textos e fotos no Facebook, via comunidade internacional Museu da Poesia Visual | Visual Poetry Museum.

De acordo com o escritor e artista visual Tchello d’Barros, que já realizou as curadorias nacionais e internacionais de Poesia Visual “Visagens”, “Miragens”, “Mirações” e “Imagética”, os encontros visam “discutir os possíveis caminhos deste segmento na atualidade, bem como situar essa produção geralmente experimental, numa era onde somos cotidianamente expostos por turbilhões de imagens da indústria cultural em nossa sociedade de massa. O poema visual, sendo um sobrevivente de nossa turbulenta passagem para a pós-modernidade, abriu seu espaço na era digital, cruzou a linha do novo milênio e chegou aos nossos dias reinventando-se sempre mais, transgressor, crítico e político. E não veio apenas para ficar, mas para ampliar seu arco temático, seja pela crítica mordaz nas abordagens dos grandes temas da humanidade, desde tensões geopolíticas, desníveis socioeconômicos, as relações humanas, até aspectos inusitados do cotidiano. Num período onde a Poesia Visual já consolida seu legado em livros didáticos e conquista espaço em ementas de cursos de Literatura, pesquisas acadêmicas e até mesmo no colecionismo do mercado de arte, estes encontros partem do princípio de que realizar exposições, produzir publicações e provocar discussões podem também ser formas de oportunizar mais opções de acesso à Poesia Visual, seja para quem quer alimentar esse sistema com suas criações, seja apenas para quem deseja fruir da poesia em todas as suas vertentes.”

PROGRAMA

18:30 h – Galeria de Arte do 1º Andar
– Ponto-de-encontro na exposição “Convergências” c/ sessão de foto/vídeo, entrevistas etc.
19:00 h – Sala de Leitura do 2º Andar
– Performance “Entre”, c/ o poeta visual Gringo Carioca.
– Apresentação poética c/ o poeta Jorge Ventura.

19:15 h
– Mesa-redonda c/ os poetas Brenda Marques Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani, o poeta Sady Bianchin como debatedor e mediação de Tchello d’Barros.

20:15 h
– Poesia Sonora: intervenção licantrópica “O Uivo”, c/ o músico Laffayete Alvares Jr.

20:30 h
– Lançamento de livro: sessão de autógrafos do livro “Juras Secretas”, c/ o poeta Artur Gomes.

SERVIÇO
Quê: 11ª Mesa-redonda ‘‘Poesia Visual Contemporânea’’
Data: 05.Jul.2018 – Quinta-feira
Horários: 18:30 h – Ponto-de-encontro na exposição “Convergências” na Galeria de Arte do 1º Andar.
19:00 h – Mesa-redonda na Sala de Leitura
Local: Cultural Justiça Federal – CCJF
Av. Rio Branco, 241, Cinelândia. Centro, Rio de Janeiro, RJ
Curadoria e Mediação: Tchello d’Barros
Ingresso: Entrada Franca / Lugares Limitados

Exposição: até 08.Jul.2018 c/ visitação de terça a domingo das 12 as 19h.

Mais informações: tchellodbarros@yahoo.com.br
(21) 3261 2550 ccjf@trf2.jus.br
Rio de Janeiro, RJ

Ablusadas no BB Seguros Blues Festival

AblusadasBlues

Esta semana recebemos a notícia de que vai ter Ablusadas no Festival BB Seguros de Blues e Jazz. Este projeto que só tem mulheres da música é incrível e eu tenho muito prazer de fazer parte. Quem tem ido aos shows curte bastante, para quem não conhece ainda, vai lá na nossa página facebook.com/ablusadas, confira uns vídeos que postamos e claro, reserve na agenda o dia 10 de junho,meio dia para prestigiar nosso show na Praça JK, em Belo Horizonte. O sol de outono vai brilhar mais forte ao som das Ablusadas e pra fechar o festival, Hermeto Pascoal mostra toda a sua genialidade….
 HermetoPascoal

O gênio da música brasileira Hermeto Pascoal estará no Festival BB Seguros de Blues e Jazz em Curitiba (26/5) e Belo Horizonte (10/6). Prepare-se para curtir um dia incrível com a família e os amigos! Entrada Franca! #festivalbbseguros

Convergências entre Poesia Visual e Sonora 25 de junho

Convergencias_TchellodeBarrosEstá confirmada a minha participação  no  próximo mês na exposição Convergências, de Tchello d´Barros. Na segunda-feira, 25 de junho, estarei no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Justiça Federal – CCJF participando de uma  em uma mesa-redonda sobre “Poesia Visual Contemporânea”. O debate será comigo (Brenda Mar(que)s Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani.

A exposição abre em 08 de maio de 2018 nas galerias do 1º andar, a exposição itinerante de poemas visuais “CONVERGÊNCIAS | A Poesia Visual de Tchello d’Barros”com curadoria de Sady Bianchin e texto crítico de Almandrade. Em 05 de junho haverá uma visita orientada e em 25 de junho haverá a mesa-redonda “Poesia Visual Contemporânea”, com Brenda Marques Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani. No evento de abertura estarão disponíveis as recentes edições do jornal literário “Plástico Bolha” e da revista/fanzine “Alfarrábios”, que tem dado espaço p/ a Poesia Visual.

Convergências” é um projeto multimídia que apresenta a produção em Poesia Visual de Tchello d’Barros em diversos suportes como Livro, Blog, Vídeo, Instalação, Internet, Projeções em espaços públicos e esta exposição física, cuja itinerância por capitais brasileiras já passou por PB, AL, ES, PA, RS, MG, SC, BA, PR e DF, por enquanto. A mostra apresenta uma seleção retrospectiva de trabalhos criados ao longo de duas décadas. Séries de obras complementares, como os Poemínimos, Ideogramas Ocidentais, Alfabetos Criptográficos e Escritas Assêmicas terão projeção contínua no espaço expositivo.

EXPOSIÇÃO NO RIO 

Quê: Exposição de Poesia Visual ‘‘Convergências’’
Quem: Artista visual Tchello d’ Barros (RJ)
Data: 08 mai 2018 às 19 h terça à domingo das 12 às 19 h.
Visitação: 09 mai à 08 julho
Visita orientada: 05 de junho às 14 h
Mesa redonda: 25 de junho às 19 h
c/ Brenda Marques Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani
Local:  Centro Cultural Justiça Federal – CCJF
Galerias do 1º andar. Centro, Rio de Janeiro / RJ
Curadoria: Sady Bianchin (RJ)
Texto crítico: Almandrade (BA)
Ingresso: Entrada Franca

 

Imersão Latina lança dois álbuns internacionais

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Projeto  Residência Imersão Latina conecta sete países latinoamericanos em Belo Horizonte

https://imersaolatina.bandcamp.com/

Frutos de residências artísticas em Belo Horizonte, estão disponíveis os discos “Seamos Canción” e “Força da Paz” que contam com compositores e músicos do Chile, Colômbia, México, Uruguai, Peru, Argentina e Brasil.

 

Escute também no Spotfy:

Organização: Imersão Latina e Embaixada Cultural
Produção: Brenda Marques, Paula Kimo e Gabriel Murillo

MULHERES NO MUSEU

O Museu de Arte da Pampulha será palco no próximo sábado de show das Ablusadas, com dança, performances poéticas e exposição fotográfica

O Museu de Arte da Pampulha, A Fundação de Cultura de Belo Horizonte e a Prefeitura abrem as portas do museu esta semana para uma programação totalmente protagonizada por mulheres.
Em comemoração ao dia internacionaldas mulheres, artistas de diferentes segmentos das  artes se reúnem para fazer um sábado de encontro artístico aberto ao público. Para esta verdadeira festa feminista, se juntam: Ablusadas, Be Hoppers, Manifesto 1, Dj Ana Bolena, Débora Coimbra e Vênus Stradioto, do Coletivo Dissemina, Brenda Marques com o poema processo Ritual da Mulher Poliglota,  Luiza Alvarenga e Natália Nogueira da Manifesto 1.
Toda a produção foi realizada pela banda Ablusadas que reúne na formação cinco musicistas: Roberta Magalhães (vocalista), Brenda Marques (baixista), Débora Coimbra (baixista), Mel Martins (guitarrista) e Milena Zannini (simulador de piano). E que para este show conta com as participações dos metais de Mi Maravilha, no trobone e Lidiane, no sax alto.

Depois de fazerem participações no Festival Divas Acusticamente Blues e no Festejo Blues, organizado por anualmente pelo produtor por Aristóteles, do projeto Horizontes Blues e de algumas canjas no Rec Bar, a Ablusadas estreia neste show com um repertório que mescla música autoral com releituras de cantoras do blues e do jazz.

O evento é gratuito, mas foi criado um crowndfound na plataforma Kickante e quem colabora recebe ótimas recompensas: https://www.kickante.com.br/campanhas/ocupa-museu-mulheres-0

Programação:

Por Ivana Almeida

Exposição de Ivana Almeida

14h – Dj Ana Bolena e lançamento da exposição de fotográfica com intervenção da artista Ivana Almeida.
15h – A Mulher Poliglota – performance de poesia com Brenda Marques.
16h – Coletivo Dissemina – Performance musical e poética com Débora Coimbra e Vênus Stradioto.
17h – Dança das meninas do Be Hoppers, com número especial para o dia da mulher.
18h30 – Show de Estréia da banda Ablusadas – Mulheres do Blues, com participação especial de:
Mi Maravilha no trombone e Lidiane no sax alto
Performances blues com Luiza Alvarenga e Natália Nogueira da Manifesto 1
Dança: Be Hoppers, com swing jazz.

Vídeos:
Ablusadas: https://youtu.be/oh6WhzBnwIo
Be Hoppers: https://youtu.be/1sqcuC-qYsM

Manifesto 1: https://youtu.be/INgZ8m5z7ig

Serviço:
Mulheres no Museu
Show das Ablusadas com
Música, Poesia, Fotografia e Dança
10 de março de 14h às 19h
Local: Museu de arte da Pampulha
Av. Otacílio Negrão de Lima, 16585 – Pampulha
Entrada Franca

Conto Destaque Sem Fronteiras

Dia 27 de fevereiro recebi homenagem literária na Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo conto “Manuel Poente e Evelyne de Esperança Nascente” publicada no livro Sem Fronteiras Pelo Mundo, volume 3. #SemFronteiras

Compartilhei no facebook e atendendo a pedidos compartilho aqui o texto premiado.

Manuel poente e Evelyne de esperança nascente

Os raios solares aqueciam os tambores na manhã de um verão africano. A mesma
paisagem aquecia até a noite, quando as cores eram as mais belas que se podia ver em qualquer outra parte da abóboda celeste. Era a cor de Angola como uma gema de ovo saindo da clara e aparecendo a luz lunar em toda a sua magnitude! Não havia cenário mais lindo a se observar.

E foi neste lugar que me apresentaram um menino. O seu nome era Manuel, que me fez recordar uma canção de Lô Borges, músico integrante do Clube da Esquina, da minha querida terra das Minas Gerais. Quanta nostalgia!

Neste exuberante entardecer avistei Manuel em sua cadeira que girava, girava de uma
forma muito singular. De repente ele chegou perto de mim e falou aos meus ouvidos:

– Quer ouvir uma canção que aprendi?

Então ele começou a cantar uma música tão linda que sequer pude aprender a letra, mas a melodia era doce e fazia meus ouvidos dançarem como ao som de uma zabumba e sanfona, num devaneio só.

Este mesmo Menino Angola, lembrou-me outra canção da Menina do Céu que cantava a
viagem de um violeiro mirim em seu ritmo dançante. E entre os versos dizia: “com tanto tempo perdido era melhor ser feliz”!

Ficou na minha memória aquela alegria de ter conhecido realmente um Manuel Audaz, que girava em sua cadeira de rodas e cantava, enquanto na minha cabeça surgia a dúvida se a imagem mais bela era a do pôr-do- sol ou da paisagem sonora produzida por aquele menino em sua plena felicidade de maneira simples, sem pés para colocar no  hão, mas com um sorriso tão sublime que me fez viajar na sua canção. Angola lá, lá, lá, em um dia, uma tarde e uma noite de pura poesia!

Mais alguns quilômetros adiante, o Congo dividia Angola de Burundi, onde vivia uma
menina: a Eveline, que tinha pés, mas não tinha sapatos, nem cabelos, pois era costume as crianças ficarem carequinhas naquela região. Em comum Eveline e Manuel tinham o sorriso e o olhar encantador. Ela não sabia nenhuma canção bonita para cantar como Manuel, mas gostava muito de desenhar e era por meio de seus desenhos que ela contava como era a vida da comunidade dela. Ela vivia em um povoado de poucos carros, mas de muitos milharais, pois o que mais plantavam por ali era milho. Usava um vestido amarelo da cor do Sol quando a conheci. Vivia em um dos países mais pobres do mundo, mas tinha uma riqueza de esperança que me contagiou desde o primeiro olhar.

E assim, levei desta viagem um coração palpitante por um novo tempo para a África e para mundo, um tempo em que as crianças cresçam e aqueçam a semente e façam brotar um mundo mais afetuoso!

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