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M u l t i f a c e t á r i a

Escritos, sons, imagens e outras experiências de Brenda Mars

Sem Fronteiras em Cartagena

WhatsApp Image 2019-03-22 at 21.10.39WhatsApp Image 2019-03-28 at 00.03.58WhatsApp Image 2019-03-28 at 15.39.24A poesia que inspirou a escultura dos sapatos velhos tem como título “Minha Cartagena Nativa” do poeta cartagenense Antônio Carlos Lope

Não é sempre que consigo estar presente fisicamente em todos os lugares que sou convidada, mas a criação viaja por outras vias, pela representação e por mãos que se unem para fazer um trabalho artístico circular. Este é o quarto ano que textos literários meus circulam mundo afora pela Sem Fronteiras, coordenada pela editora Dyandreia Portugal.  Estou participando com o texto “O despertar da Fertilidade”, que foi menção honrosa na categoria prosa do certame.

O primeiro lançamento da antologia Sem Fronteiras IV está sendo realizado neste mês de março na mágica Cartagena das Índias, na Colômbia. Nesta foto de Irislene Castelo Branco Morato, colega da Ajeb-MG – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, sinto-me ali, mas com vontade de me teletransportar.

As obras vão e eu voo por tantos espaços…em alguns consigo estar por inteira, em outros em parte. No Brasil haverá outros lançamentos em que espero poder compartilhar também os abraços.

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Psiu Poético Beagá 2019 traz cinco dias de programação cultural intensa

Começa no próximo dia 14 e segue até 18 de março mais uma edição do Beagá Psiu Poético. Na oportunidade, vários pontos da capital mineira, como educandários, praças e rodoviária, serão palco de manifestações artísticas, que irão desde intervenções poéticas até lançamentos de livros.

O Festival Nacional de Poesia Beagá Psiu Poético é uma extensão do Psiu Poético, realizado em Montes Claros há 32 anos ininterruptos e reconhecido como o maior salão de poesias do país. O evento tem como intuito a celebração e difusão das diversas manifestações artísticas, a partir da arte poética. Seu idealizador é o poeta e servidor efetivo do Município de Montes Claros, João Aroldo Pereira, e sua realização fica por conta do Grupo de Literatura e Teatro “Transa Poética”, em parceria com a Unimontes e a Prefeitura de Montes Claros.

Diversos artistas de renome participarão do evento em Belo Horizonte, dando suas contribuições. Nomes como Nélio Torres, Tânia Fraga e Jorge Antônio farão do encontro uma grande celebração à poesia.

O Beagá Psiu Poético terá início no Dia Nacional da Poesia, celebrado em 14 de março em homenagem a Castro Alves. O poeta, que nasceu em 1847, deixou vasta obra em seus curtos 24 anos de vida e foi importante voz da causa abolicionista. Publicou seu primeiro poema, “A Canção Africana”, em 1863, aos 16 anos, no jornal A Primavera. Criou com amigos, em 1865, a Sociedade Abolicionista.

Um dos pontos altos da atração será a Bicicletada do Psiu Poético. O evento acontecerá no próximo dia 17, domingo, às nove horas, com saída da Praça da Liberdade, e será concluído com uma audição no Parque Municipal. Lembrando que o BH Psiu Poético é aberto para todas as idades e totalmente gratuito.

Segue abaixo a programação completa do evento:

PROGRAMAÇÃO BEAGÁ PSIU POÉTICO

A poesia ocupando a cidade

14 MARÇO 2019 quinta

09h – Poesia Circular
Escola Estadual Profª. Nair de Oliveira Santana
Rua Carlos Schettino, 735, Bairro Nova Gameleira

11:30h – Sarau Poético Musical
Câmara dos Vereadores BH – Av. Dos Andradas, 3100, Santa Efigênia

15:00h – Intervenção Poética no Metrô
Estação do Metrô, Praça Rui Barbosa, Centro

20:00h – Abertura Oficial
Centro Cultural da UFMG – Av. Santos Dumont, 174 – Centro

Lançamento de Livros
Desarmadilha – Sidnéia Simões
Nós da Poesia – Volume VI – Brenda Marques e Ênio Silva
AMEOPOEMA – Coletivo de Poetas
Juras Secretas – Artur Gomes

Performances

Os Arautos da Poesia – 01 década fazendo arte – Coordenação: Águida Alves
Elcio Lucas e Brenda Marques
Banda Cidadão Alienígena

15 MARÇO 2019 sexta

09h – Poesia Circular – Escola Municipal Caio Líbano Soares
Rua Carangola, 288, Santo Antônio

15:00h – Intervenção Poética – Terminal Rodoviário, Praça Rio Branco, Centro

20:00h – Lançamento de Livros

Elefantes de A a z – Maria Inez Ribeiro
Escalafobética – Noélia Ribeiro
Mulheres Emergentes: 30 anos – Tânia Diniz
Centro Cultural da UFMG –  Av. Santos Dumont, 174 – Centro

Performances
Nélio Torres
Tânia Fraga
Jorge Antônio
Maria das Graças Souza Linhares
Deomídio Macedo
Geraldo França
Artur Gomes
Delito 1º Grau

16 MARÇO 2019 sábado

09h – Poesia Circular
Sarau Poético no Mercado Central de BH – Av. Augusto de Lima, 744 – Centro

17h30 – Ocupação Literária no Muro dos Poetas
Lançamento do livro Muro dos Poetas & Poesias com recital coletivo –
Curador: Antônio Galvão
Rua Conselheiro Rocha, 2627, Santa Tereza

19:00h – Programação de Filmes
O outro lado da história – Lucas Ferrero e Sarah Thomé
Centro Cultural da UFMG –  Av. Santos Dumont, 174 – Centro

19h30 – Lançamento de Livros
Kalimera – Karla Celene Campos
As Quatro Estações do Amor – Heloísa Mamede
Despoesia e Outros Textos Pós Poéticos – Rômulo Ferreira
Palimpsestos, Outras Vozes e Águas – Luiz Otávio Oliani
Trovaecia – Márcio Moraes
Os dias partidos – Poesia ao vivo – Antônio Wagner

Centro Cultural da UFMG – Av. Santos Dumont, 174 – Centro

Performances
Uma pequena transa poética – Renilson Durães & Aroldo Pereira
Morais Martins
Alex Bocão
Hugo Lima
Beatriz Oliveira
Míria GomesIuri Souza Santos
Paulo de Barros
Luiz Walter Furtado

17 MARÇO 2019 domingo

09h – Bicicletada do Psiu Poético

Circuito: Da Praça da Liberdade a Praça Afonso Arinos, concluindo com um Recital
no Parque Municipal – Av. Afonso Pena, 1377 – Centro

17:00h – Sarau no Edifício Arcangelo Maletta – R. da Bahia, 1148 – Centro
19:00h – Projeção de Filmes

À mercê da Sorte – Ronaldo Goc

Lançamentos de Livros

Perdas e Ganhos – Bruno Black
Estar onde não estou – Olívia Gutierrez
Ano Bissexto – Neilton dos Reis
Textos Urbanos – Toni Vargas
Lalá, A Lagartinha Mágica – Fábio Gonçalves

Performances

Poetramas: João Diniz e Convidados
Noélia Ribeiro e Luiz Felipe Vitelli
Jimi Vieira
Rock Rolando – Márcio Caldeira
A fome professor(a) – Marli Fróes
Alexandre Robson de Oliveira
Cláudia Cardoso

Centro Cultural da UFMG – Av. Santos Dumont, 174 – Centro

18 MARÇO 2019 segunda

19:00h – Projeção de Filmes

Road movie à moda norte mineira – Alexandre Naval

Lançamento de Livros

Atlas dos Saraus de RMBH – Camila Félix
Todos os Centros do Mundo – Ana Paula Rodrigues
Dois Quartos – Tida Carvalho e Hugo Lima

Performances

Confraria dos Poetas – Márcia Araújo – Hilton Rosa – Irineu Baroni
Magna Oliveira, Ana Paula Rodrigues, Andrezza Xavier, Juliana Tolentino e Lara Passos-Vozes Femininas da UFMG
Tocando a Vida – MiriaM Lorentz
Pop Rock Rural – Teddy Marques
Poesia Rock – Francesco Napoli
Denizar Mota & Young Life Botumirim

RECITAL CUBANO: um encontro entre Leo Brouwer e Nicolás Guillén – Christian Coelho e Rafael Rafles

Os Barranqueiros

Centro Cultural da UFMG –  Av. Santos Dumont, 174 – Centro.

  • Observação: Entre os dias 14 e 18/3 teremos exposições de Poemas-poemas  Visuais de  Tchello d’Barros, Fotografias de Nilde Alves, Manoel Freitas e instalação de Ronaldo Goc, no Pátio do Centro Cultural da UFMG.
  • ENTRADA FRANCA EM TODA PROGRAMAÇÃO.


Texto:
 Hélder Maurício

Noite de Poesia Sonora no Rio de Janeiro!

E-Flyer POESIA SONORA no CCJF (Rio de Janeiro)Acontece no Centro Cultural Justiça Federal – CCJF em 22 de março de 2019, das 19 as 21 h, uma noite dedicada à Poesia Sonora, c/ palestra aberta ao público sobre esse tema, seguida do lançamento do livro Poesia Sonora – História e Desdobramentos de uma Vanguarda Poética (Ed. Tradição Planalto), da escritora Brenda Marques Pena (MG). O encontro contará com poetas convidados, declamações, performance, homenagem e poemas sonoros.

PROGRAMA:

– Performance “Transsonoridade” c/ Marco Alexandre de Oliveira / Gringo Carioca.

– Sessão de Poesia oralizada, c/ os atores e atrizes: Bayard Tonelli, Jorge Piri, Jorge Ventura, Lili Balonecker, Marcela Giannini, Sady Bianchin e Susy Savedra, artistas do palco que também atuam na cena literária c/ sua produção autoral em poesia.

– Homenagem a poeta multilinguagens Regina Pouchain.
– Audição de poemas sonoros.
– Palestra Poesia Sonora, c/ Brenda Marques Pena.
– Sessão de Autógrafos do livro “Poesia Sonora”

A PALESTRA

Um bate-papo com espaço para perguntas da plateia onde serão apresentados áudios de Poesia Sonora, além de uma conversa sobre nosso atual período de convergências das artes, investigando este contexto na globalização, em que a poesia de vanguarda é orientada para o discurso performativo. Nossa América Latina, cheia de ritmos e línguas dos povos indígenas desenvolveu mais a oralidade que a escrita, com variações linguísticas, étnicas, sociais, políticas e econômicas, produzindo diversas práticas importantes para as linguagens artísticas. Serão compartilhadas também poéticas experimentais de diversos poetas latino-americanos e também da autoria da palestrante e pesquisadora, incluindo poemas sonoros de seu novo livro de poesia “Tsunâmica”.

O LIVRO

“Poesia Sonora – História e Desenvolvimento de uma Vanguarda Poética” apresenta um breve panorama histórico da Poesia Sonora, com sua origem e desenvolvimento. Também aborda a relação entre as artes de vanguarda no século XX, onde esta poética está inserida em diálogo com os conceitos de oralidade, escrita, escritura, ruído, silêncio e ritmo. As experimentações sonoras de John Cage e de Henri Chopin foram determinantes para o estabelecimento de novas linguagens para a música eletrônica e a Poesia Sonora, assim como as performances radiofônicas de Antonin Artaud. Este estudo se faz necessário hoje para compreendermos as aplicações da Poesia Sonora na hipermídia e para mostrar como as classificações rigorosas de arte estão caindo, além da busca de artistas por uma linguagem que se dá na interação entre as diferentes representações e suportes, na contemporaneidade. A Poesia Sonora em busca de uma linguagem universal e performativa pode nos ajudar a pensar sobre os recursos da arte tecnológica, a partir de experimentos poéticos e pesquisas de teóricos como Jerônimo Rotemberg e Paul Zumthor, dedicados à poesia oral, colaboram para um panorama da arte do século XX e seus impactos em nossa atualidade

A AUTORA

BRENDA MAR(QUE)S PENA é uma artista multifacetada: escritora, jornalista, fotógrafa, baterista e produtora cultural. Nasceu e vive em Belo Horizonte (MG), onde trabalha na Rede Minas Cultural e Educativa atualmente como repórter e produtora do Alto-Falante, programa de música exibido em rede pela TV Brasil. Integra o Coletivo Contorno, as bandas Cáustica e Ablusadas, o grupo Corpo Língua de performance cênica e o núcleo de pesquisa em dramaturgia do Galpão Cine Horto. Atualmente pré-doutoranda, é Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, cursando disciplinas na área de Poéticas e Políticas no doutorado, do programa de pós-gradução em Linguagens do CEFET-MG. É fundadora do Instituto Imersão Latina (IMEL), que faz parte das redes Facción Latina, Ciranda Brasil e Fórum Nacional de Democratização da Comunicação. Representante do Movimento Cultural Abrace, com sede no Uruguai e membro fundadora do Círculo de Narradores y Poetas del Mercosur. Diretora da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, em Minas Gerais – AJEB-MG. Autora dos livros: Tsunâmica (Sangre Editorial, 2019) Manos Pulsantes (O Lutador, 2017), DESnaturalizados (Editora Saramandaia, 2016), Poesia Sonora – História e Desdobramentos de uma Vanguarda Poética (Editora Tradição Planalto, 2009), Utopias Possíveis: Imersão Latina: 10 anos (O Lutador, 2015) e organizadora das antologias do coletivo Nós da Poesia, atualmente na sexta edição. Seus poemas, contos, crônicas e ensaios foram publicados em diversas antologias nacionais e internacionais. Acadêmica correspondente da Real Academia de Letras, cadeira 12: Lygia Clark (patronesse). Participa de Bienais do Livro e feiras literárias internacionais desde 2000. Apresentou performances poéticas no Brasil, Cuba, Estados Unidos, França e Argentina. E como pesquisadora no Chile, Venezuela e Dakar (África). Prêmios: Excelência Cultural ABD 70 anos – Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais 2014, Troféu Liberdade de Expressão Literarte 2015, Troféu Elizabeth Kinga: Melhores do Ano 2015 de Excelência em Gestão Cultural.

Link da Editora Tradição do Planalto com alguns áudios disponíveis de Poesia Sonora:
http://www.tradicaoplanalto.com.br/livro-poesia-sonora.html

Dissertação que deu origem ao livro:

http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/ECAP-76XKTF

Texto crítico de Rogério Salgado sobre o Livro Poesia Sonora
https://brendamars.wordpress.com/poesia-sonora-historia-e-desdobramentos-de-uma-vanguarda-poetica-de-brenda-marques-pena/

SERVIÇO:

Quê: Palestra e lançamento de livro de ‘‘Poesia Sonora”
Data: 22.Mar.2019 – Sexta-feira
Horário: 19 às 21:00 h
Local: Sala de Leitura do Centro Cultural Justiça Federal – CCJF
Av. Rio Branco, 241, Cinelândia. Centro, Rio de Janeiro, RJ
Realização: Instituto Imersão Latina
Ingresso: Entrada Franca
Preço do livro: R$ 30,00

CONTATOS:

Contato c/ Brenda Marques Pena
(31) 8811 9469 brenda jornalista@gmail.com
brendamars.wordpress.com
Belo Horizonte, MG

Contato c/ Tchello d’Barros (Produção no Rio):
(21) 9 8354 1978 tchellodbarros@yahoo.com.br
tchellodbarros.wordpress.com
Rio de Janeiro, RJ

Contato c/ o CCJF
(21) 3261 2550 ccjf@trf2.jus.br
Rio de Janeiro, RJ

Ablusadas agitam a cena de blues feita por mulheres

Banda se consolida como representante feminina do Brasil desse gênero musical

Texto por Brenda Marques Pena
Fotos por Diogo Dias Soares e Iana Domingos
Baterista, percussionista e jornalista fundadora del Instituto Imersão Latina
Artigo escrito para a revista Arte por Excelências

Pedindo licença para Blacanblus, uma das precursoras do blues latino-americano feito
por mulheres, estive em Buenos Aires com as Ablusadas durante o mês de dezembro para uma turnê que passou por cinco locais de shows conceituados da província de Buenos Aires, Argentina. O grupo que integro como baterista formado por oito integrantes instrumentistas e compositoras há cerca de um ano tem se consolidado como uma representante feminina da cena bluseira, pois ainda há poucas mulheres que se dedicam ao gênero no mundo, principalmente instrumentistas e um grupo exclusivamente formado por mulheres na cena é algo muito raro.

Na América Latina os movimentos de valorização das cena musical feminina vêm
ganhando força, principalmente pela mobilização das próprias artistas que se juntam para produzir e tocar. Com as Ablusadas têm sido assim, produzimos nosso próprio trabalho e trabalhamos muito para reunir um conjunto como o nosso e criar nossas próprias músicas. E o público tem respondido muito bem, tanto em Belo Horizonte, que é nossa origem, como em Buenos Aires, que sentimos como se fosse uma segunda casa, de tão bem recebida que fomos!

No primeiro dia que chegamos já visitamos o escritório do Ibermúsicas, localizado no
instinto Ministério da Cultura, que agora virou uma secretaria, devido a falta de visão do atual governo argentino do papel do Estado como fomentador cultural, o que tem infelizmente sido um movimento de políticos que tem assumido governos em várias partes da América Latina, inclusive no Brasil. Apesar disto, pelo menos alguns programas já consolidados continuam e o Ibermúsicas é um deles, que apoia artistas de vários países financiadores: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela e pela Secretaria Geral Ibero-americana.

dsc_6793Tocamos por cinco noites seguidas em espaços com características peculiares e a cada
experiência fizemos novos contatos e compartilhamos com outros artistas. A estreia das
Ablusadas em Buenos Aires, no dia 8 de dezembro foi muito especial, no Che Yo te Avisé, com a nossa participação na Fiesta LatinoAmericano de Blues, em que representamos o Brasil em um evento que contou também com o Sindicato Único del Blues, do Uruguai e o Blues del Sur, da Argentina. Depois fomos para Ramos Mejía onde apresentamos nossas músicas próprias e nos integramos com outros artistas em uma jam session, no Mr. Jones Blues Pub, a convite do produtor Rogelio Pablo Rugilo. O dia 10 foi um dos mais marcantes de nossas vidas, quando tocamos como convidadas com La Bomba del Tiempo, um grupo de percussão que faz todas as segundas-feiras uma verdadeira festa no espaço Konex, reunindo pelo menos 3 mil pessoas toda semana. Pude integrar tocando percussão com eles e apresentamos três músicas das Ablusadas: TPM, 3 da Manhã e Carro Velho. A energia trocada ali foi incrível e as batidas do coração ficaram aceleradas ao compartilhar com este grupo em um local tão especial, com pessoas incríveis e um público muito caloroso. Depois desta experiência fizemos um show bem intimista no Notorius, tradicional casa de blues e jazz portenha, onde fomos brindadas com a participação da pianista, cantora e compositora Anto Francesca. O fechamento da turnê foi no Bar en Vivo, na região de Palermo onde tocamos com a banda Destellados.

Alcançamos muitos espaços pelo pouco tempo que temos juntas, principalmente por
acreditarmos no potencial de cada uma das componentes, nos apoiarmos e superarmos os desafios juntas. Temos chamado a atenção de produtores, inclusive de festivais já consagrados como o BB Blues e Jazz, realizado em Belo Horizonte, em junho de 2018, que fomos a única banda local a se apresentar ao lado de artistas de renome nacional e internacional como Stanley Jordan, Hermeto Pascoal e Pepeu Gomes, assim como fomos convidadas pelo produtor Carlos Patrício Recalde para representar a cena de blues brasileira no 12º Festival Quito Blues, no Equador, em agosto de 2019.

Fomento à música

Para realizarmos uma viagem com uma equipe de nove pessoas: Brenda Marques Pena,
Débora Coimbra da Silva, Camila Barbosa Barreto, Lidiane Ferreira Nunes, Melina Simões Martins Ribeiro, Milena Zannini de Santo André, Michella Nascimento Maravilha e Roberta Magalhães Silva, integrantes das Ablusadas e ainda levarmos o produtor audiovisual Diogo Dias Soares para fazer os registros em vídeo e foto da nossa turnê, contamos com o apoio do programa Música Minas, que incentiva o intercâmbio cultural de artistas de Minas Gerais,

Estado em que vivemos. A partir de um edital que concorremos fomos contemplados.
O Música Minas é um programa criado há uma década, a partir da mobilização do
Fórum da Música, formado por artistas e organizações da sociedade civil e que foi abraçado pela Secretaria de Cultura de Minas Gerais, possibilidando o intercâmbio cultural e a troca de linguagens entre artistas, levando identidade musical dos músicos residentes no Estado de Minas Gerais, Brasil a todos os continentes.

Como parte do que propomos, além da realização dos shows em Buenos Aires, as
Ablusadas fará um evento de compartilhamento do vivido e com um show aberto ao público em Belo Horizonte neste ano, junto com as Meninas de Sinhá, um grupo formado só por mulheres, que resignificam suas vidas e da comunidade do Alto Vera Cruz a partir da música.

Sobre as Ablusadas

Ablusadas é uma banda de Blues do Brasil formada exclusivamente por mulheres. A proposta resgata o conceito popular dos anos 20 aos anos 50 de big bands, com a exclusividade de ser um octeto feminino. As Ablusadas hoje são: Roberta Magalhães (vocalista), Brenda Marques (Brenda Mars) (baterista), Débora Coimbra (baixista e backing vocal), Mel Martins (guitarrista), Milena Zannini (teclados e piano), Mi Maravilha (trombone), Lidiane Nunes (sax alto) e Camila Barreto (sax tenor). O repertório traz composições autorais de blues em português e inglês e também
releituras de clássicos do blues, do jazz e do rockabilly, fazendo um passeio desde a raiz do gênero até produções mais contemporâneas. Rendemos homenagens às grandes divas Etta James, Peggy Lee, Wynona Carr, Ella Fitzgerald, Nina Simone e Imelda May, sem deixar de lembrar de nomes do peso de Ray Charles e Screamin’ Jay Hawkins, entre outros grandes nomes do estilo.

Somos idealizadoras do projeto Mulheres no Museu, de protagonismo artístico feminino, que foi realizado em março deste ano, no Museu de Arte da Pampulha e participamos de vários festivais e eventos da cena blues e jazz da capital. Como única banda exclusivamente feminina da capital mineira representamos uma nova geração blueseira.
Apesar de ter apenas um ano de formação, as Ablusadas reúnem mulheres que já participam de outros projetos artísticos: Black Blues, Cáustica, Faca Amolada e as instrumentistas que tocam sopro integram uma banda tradicional de Santa Luzia. São musicistas que transitam também por outras artes como as artes visuais e poesia.
Atualmente estamos preparando um álbum com músicas autorais para lançarmos em 2019, sendo que dois singles deste trabalho já estão disponíveis em plataformas digitais.

#TBT Lembranças do Underlab

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Esta foto tirada por minha amiga fotógrafa Ursula Bahia que também emprestou seu canto para uma das faixas deste projeto me lembra um momento muito especial que partilhei com Wilton Azevedo, na gravação da Badalada Final e Badalada Sonora, no seu estúdio Underlab em São Paulo/SP em 2007.  A partir desse trabalho fizemos apresentações muito marcantes para mim.

Wilton Azevedo foi um mestre e amigo e tanto que conheci quando estava fazendo mestrado pesquisando sobre Poesia Sonora. Este ano retomei os estudos no CEFET no programa de doutorado da pós-graduação em Linguagens e tem sido mais um mergulho profundo.

E dessas lembro de performances que fiz em 2017, que foi um ano muito intenso para mim e circulei bastante pelo Brasil e pelo mundo. Na época morava em Brasília e viajei por quase todos os Estados do país e também para para Chicago, Estados Unidos e Paris, França (primeira vez que pisei os pés no continente europeu).

Em fevereiro de 2007 estreamos com o trabalho Poe-Machine e apresentei uma performance poética hipermídia em parceria com o poeta Wilton Azevedo no Link Hall em Chicago e maio do mesmo ano no Divan Du Monde, durante o E-Poetry – Um festival de poesia com linguagem eletrônica.

Em 2008 continuei com esse processo e 2009 lancei o livro Poesia Sonora: histórias e desdobramentos de uma vanguarda poética. Agora estou pesquisando mais com o viés da geopoética e como se dá essa poesia sonora nas fronteiras de linguagens: de gênero, de etnias, de território, de línguas…nos atritos das artes, dos idiomas do corpo.

Ainda tenho alguns exemplares do livro para quem quiser adquirir comigo ou pelo site da editora:
http://www.tradicaoplanalto.com.br/livro-poesia-sonora.html

Aproveite para ouvir neste link alguns experimentos poéticos sonoros que gravei, tenho feito outros este ano que vão circular no meu novo projeto em processo: “Tzunâmica”.

11 de outubro estarei na FALARJ para palestrar e lançar livros pela AJEB

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As mulheres vão decidir quem assumirá a presidência do Brasil!

Mulherempoderada
 
Por Brenda Marques Pena
 
Para que cada uma veja nosso poder de decisão: dos 147,3 milhões de eleitores aptos a votar nas Eleições 2018, ao todo, são 77.337.918 eleitoras, o que representa 52,5% do total. Já o gênero masculino reúne 69.901.035 cidadãos, representando 47,5% do eleitorado.
 
Ou, seja, vote por você mesma, não porque algum homem te falou para votar em alguém, afinal, o voto é secreto e você não precisa revelar a ninguém em quem votou. Afinal, a violência contra as mulheres ocorre neste momento também, de imposições ideológicas muitas vezes, do coronelismo que ainda existe e de machistas que dizem imperativamente: vote em fulano!
 
Vamos ter que decidir! Grande parte do eleitorado indeciso é de mulheres e sabe o motivo? É que está realmente complicado escolher nessas eleições, mas para garantir que #elenão vença, temos que fazer uma grande frente para garantir que o Brasil não tenha um representante que desrespeita às mulheres e já fez apologias infelizes à tortura ao estrupo e é totalmente contra feministas e a diversidade.
 
Já li os planos de #MarinaSilva18, #Haddad13 e Manuela (que era minha candidata inicialmente, mas queria ver ela presidente e não vice) e agora lendo o programa do #CiroGomes12, verifico que as propostas dele para a cultura são muito boas. O programa afirma o PAPEL ESTRATÉGICO DA CULTURA PARA A IDENTIDADE NACIONAL.
Leia as propostas, independente em quem vai votar, é importante conhecer o que está posto para a construção de um país melhor, que não se faz com um milagre ou um salvador da pátria, mas com consciência e luta coletiva!
Leia também: Plano de Governo do Haddad e Manuela:
Diretrizes do Programa da Marina Silva
Voto-feminino1
Direito ao voto das mulheres no Brasil  foi alcançado em 1932

Entre o Samba e o Tango na Primavera dos Museus

Compartilho aqui convite da Regina Mello, diretora do MUNAP e meus escritos poéticos que integram a antologia Entre o Samba e o Tango.

No dia 21 de Setembro, dia da árvore, semana de Primavera nos Museus, vamos nos reunir na Dance Gallery, às 19 horas, para comemorar o lançamento da antologia Entre o Samba e o Tango.

Convidem a família, os amigos, venham com muito amor e criatividade, porque vai rolar muita poesia, música e dança. Muitos sorrisos, abraços e corações pulsantes aos passos do samba e do tango.

Conto com a presença de todos!

O meu carinho e gratidão de sempre!

endereço: R. Irmão Gonçalves Xavier, 82 – São Pedro, Belo Horizonte – MG

http://dancegallerybh.com.br/

Um forte abraço,

Regina Mello
diretora fundadora do MUNAP – Museu Nacional da Poesia

 

Los tacones del Cairo

Negros, rojos o brillantes como el sol los tacones
De las  mujeres tan distintas y de todas edades,
Variedad del deseo en pasos de tango
Dicen que es un ritmo porteño
Pero en Rosário se baila
Todos los martes con esta danza
Que hace del Cairo un lugar mágico
Donde se toma un café con milongas por la tarde
Y por la noche con un vinito afloran fantasías intocables…
Brenda Mar(que)s Pena
Carnaval poliglota
 
A saliva da pluriwoman nos aquece
vous êtes né à Paris ?
Connaissez-vous la tour Eiffel?
A Babel de nossos tempos de gente infiel
Feitiço ET fantasy que ninguém esquece.
She is really crazy, é vero!
Quem não ficará imune ao parlar
De la lengua roja Del Che?
Disse que passou por Guantánamo
Todos le dijeran: – Chica terrorista!
Ela nasceu no Brasil
e tem língua até nos quadris
Com os pés fala samba no Olodum
They say: “When Michael Jackson
came to Salvador
He have lost his nose
and got a really serious virus”.
O mundo ainda saberá dela em toda parte
Ela não rouba nada,
Só pede aquilo que a ela pertence:
Musiké: música, dança e poesia
de todos os povos, de qualquer arte.
Brenda Mar(que)s Pena

11ª mesa de Poesia Visual Contemporânea será 5 de julho no Rio de janeiro

01 - Brenda Marques Pena - Mesa-redondaCartaz

 

Acontece no Centro Cultural Justiça Federal – CCJF em 05 de julho de 2018 na Sala de Leitura, a 11ª mesa-redonda Poesia Visual Contemporânea, como parte da programação de atividades da exposição itinerante e retrospectiva “CONVERGÊNCIAS | A Poesia Visual de Tchello d’Barros” com curadoria de Sady Bianchin e texto crítico de Almandrade. Além dos poetas participantes desta edição da mesa, Brenda Marques Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani, o encontro contará com Sady Bianchin como debatedor. Haverá performance de Gringo Carioca, poesia sonora com a intervenção licantrópica de Laffayete Alvares Jr e lançamento do livro Juras Secretas, de Artur Gomes. Com apresentação de Jorge Ventura o encontro tem a curadoria e coordenação de Tchello d’Barros e conta com as parcerias do jornal literário Plástico Bolha, da zine-revista Alfarrábios, da assessoria Domínio Fotográfico e Museu da Poesia Visual.

SOBRE AS MESAS REDONDAS DE POESIA VISUAL

As mesas-redondas “Poesia Visual Contemporânea” tem o propósito de reunir autores, críticos, teóricos, editores, professores, jornalistas culturais e interessados em geral para discutir aspectos atuais da produção nacional e internacional da Poesia Visual. São realizadas desde 2013 e já passaram por 10 instituições culturais, nos Estados de RJ, PR, SC, BA, RS, AL e DF por ocasião das itinerâncias da exposição “Convergências”, em curadorias de exposições coletivas e participação em congressos literários e feiras do livro. Já foram homenageados os poetas visuais Almandrade, Hugo Pontes, Joaquim Branco, Ronaldo Werneck, Phyladelpho Menezes (I. M.) e Wladimir Dias-Pino. Sem patrocínio, esse conjunto de ações tem na Internet seus desdobramentos com obras, textos e fotos no Facebook, via comunidade internacional Museu da Poesia Visual | Visual Poetry Museum.

De acordo com o escritor e artista visual Tchello d’Barros, que já realizou as curadorias nacionais e internacionais de Poesia Visual “Visagens”, “Miragens”, “Mirações” e “Imagética”, os encontros visam “discutir os possíveis caminhos deste segmento na atualidade, bem como situar essa produção geralmente experimental, numa era onde somos cotidianamente expostos por turbilhões de imagens da indústria cultural em nossa sociedade de massa. O poema visual, sendo um sobrevivente de nossa turbulenta passagem para a pós-modernidade, abriu seu espaço na era digital, cruzou a linha do novo milênio e chegou aos nossos dias reinventando-se sempre mais, transgressor, crítico e político. E não veio apenas para ficar, mas para ampliar seu arco temático, seja pela crítica mordaz nas abordagens dos grandes temas da humanidade, desde tensões geopolíticas, desníveis socioeconômicos, as relações humanas, até aspectos inusitados do cotidiano. Num período onde a Poesia Visual já consolida seu legado em livros didáticos e conquista espaço em ementas de cursos de Literatura, pesquisas acadêmicas e até mesmo no colecionismo do mercado de arte, estes encontros partem do princípio de que realizar exposições, produzir publicações e provocar discussões podem também ser formas de oportunizar mais opções de acesso à Poesia Visual, seja para quem quer alimentar esse sistema com suas criações, seja apenas para quem deseja fruir da poesia em todas as suas vertentes.”

PROGRAMA

18:30 h – Galeria de Arte do 1º Andar
– Ponto-de-encontro na exposição “Convergências” c/ sessão de foto/vídeo, entrevistas etc.
19:00 h – Sala de Leitura do 2º Andar
– Performance “Entre”, c/ o poeta visual Gringo Carioca.
– Apresentação poética c/ o poeta Jorge Ventura.

19:15 h
– Mesa-redonda c/ os poetas Brenda Marques Pena, Igor Fagundes e Luiz Otávio Oliani, o poeta Sady Bianchin como debatedor e mediação de Tchello d’Barros.

20:15 h
– Poesia Sonora: intervenção licantrópica “O Uivo”, c/ o músico Laffayete Alvares Jr.

20:30 h
– Lançamento de livro: sessão de autógrafos do livro “Juras Secretas”, c/ o poeta Artur Gomes.

SERVIÇO
Quê: 11ª Mesa-redonda ‘‘Poesia Visual Contemporânea’’
Data: 05.Jul.2018 – Quinta-feira
Horários: 18:30 h – Ponto-de-encontro na exposição “Convergências” na Galeria de Arte do 1º Andar.
19:00 h – Mesa-redonda na Sala de Leitura
Local: Cultural Justiça Federal – CCJF
Av. Rio Branco, 241, Cinelândia. Centro, Rio de Janeiro, RJ
Curadoria e Mediação: Tchello d’Barros
Ingresso: Entrada Franca / Lugares Limitados

Exposição: até 08.Jul.2018 c/ visitação de terça a domingo das 12 as 19h.

Mais informações: tchellodbarros@yahoo.com.br
(21) 3261 2550 ccjf@trf2.jus.br
Rio de Janeiro, RJ

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