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“É importante viver a experiência da nossa própria circulação pelo mundo, não como uma metáfora, mas como fricção, poder contar uns com os outros”

Airton Krenak, em Ideias para Adiar o Fim do Mundo (Companhia das Letras, 2019)

Em cinco dias estarei embarcando rumo a Santiago, Chile, esta será a quarta vez minha naquele país e vou em um período de muita turbulência, mas é preciso circular para que as ideias circulem e os encontros aconteçam.

Assumi o desafio de coordenar o terceiro encontro da escritura migrante e isto como uma sequência do segundo que também coordenei e temos realizado de forma bastante colaborativa. Neste caminho tenho reencontrado pessoas e conhecido outras e tecido relações profundas com deslocados como eu, nômades, migrantes, semi-nômades, que pertencem ao deslocamento, mais que a um lugar específico do planeta.

Lendo Ideias para Adiar o Fim do Mundo de Airlton Krenak, logo no início deste ano, lembrei-me ao ler sobre a escuta da natureza, que temos que nos reconectar como natureza e ouvir as montanhas, as águas, os mares, as florestas… então me preparo mais uma vez para ouvir os Andes, o que aquela cadeia de montanhas me dirá?
Preparo também para abraçar cada um dos participante, nos olharmos nos olhos, compartilharmos arte, cultura e saberes sempre com afeto.
A programação do Encontro e tudo que será realizado tenho divulgado pouco a pouco no facebook.com/poeticastransculturales e no site imersaolatina.com

Se o tempo me permitir volto aqui para compartilhar mais deste pulsar deste encontro tão necessário para que poéticas transculturales apontem novos caminhos…
AFICHE GRILLA 2BIS (1)