Brenda Mars e Lívia Tucci no Lançamento do livro Poesia Sonora no Palácio das Artes

Mulheres Emergentes, OPA e Imersão Latina preparam ações culturais em conjunto 

Por Leonardo de Magalhaens

Aconteceu neste sábado, 23 de janeiro, o memorável Brechó Poético na Estação Platina, por iniciativa e promoção de Lívia Tucci e Tânia Diniz, as poetas militantes do MULHERES EMERGENTES. http://www.mulheresemergentes.blogspot.com/ Almoço com Lívia, ao lado de her friends Dalva e Marcos, em comentários sobre eventos culturais passados e futuros, além de lembranças from Itália e passadas meditativas no Caminho de Santiago de Compostela. http://www.caminhodesantiago.com/

Livros brotam sobre a mesa, para as leituras de nosso après-midi, em líricas discussões sobre o Fazer Poético, lendo poemas da contraantologia (sic!) PORTUGUESIA, de “Estilhaços no Lago de Púrpura” (e suas traduções), ambas obras de seleção e autoria de Wilmar Silva/Joaquim Palmeira. A agrolírica sedutora e áspera, “você que é letal como uma ponta de punhal Além dos belos e libidinosos poemas de “O avesso do cristal”, de Lívia, “E ela deságua / quando os homens desabam / nas argamassas, nos orgasmos, / no terreno mais temido. / Os homens se embrenham, por instinto, em tudo que é proibido.” Também os versos de “Marí(n)tima”, inclusive trazida para o español pelos hermanosLaia & Sebastián, “Na incessante busca e entrega, / por sobre a pele alva e salina, / voa-me, albatroz, em doce agonia, / flecha-me o alvo, o túnel, o arco.”

Quando todos se perguntam pela presença de Tânia, eis que ela chega, acompanhada pela artista plástica Iara Abreu, e pela jornalista, poeta, baterista, Brenda Marques, presidente da ong Imersão Latina (http://www.imersaolatina.com/ e http://imersaolatina.blogspot.com/ ) Chegada que prontamente reacende os debates sobre a cena literária, lançamentos, eventos poéticos, considerações estéticas e éticas sobre o que seja “Arte”, leitura de poemas de Tânia, Brenda e outras Mulheres Emergentes nos zines-cartazes generosamente distribuídos.

As múltiplas manifestações da Arte, as expressões artísticas provocam apartes acalorados. O que é Arte? É a expressão do artista? É um efeito provocado sobre a platéia, sobre o leitor? A intuição do artista é suficiente? Dispensa a ‘técnica’? a expressão turbulenta de J. Pollock, a expressão multicolorida de Guido Boletti, as facetas cubistas de Picasso – são as manifestações do modernismo? Como fazer uma crítica não ‘subjetiva’? Poetas ‘torcem’ o nariz para os publicitários – e seus anúncios e outdoors – mas o que não falta é ‘poesia de outdoor’, até porque muito publicitário tem mais ‘talento poético’ do que muitos que se dizem ‘poetas’. Como se fosse fácil ser poeta… De repente, há muita retórica, ouvimos. O joio meio ao trigo em PORTUGUESIA – o que faz de um ‘conjunto de versos’ um Poema? E também – o fazer poesia com o corpo, na sinestesia palavra e corpo, ‘poesia sonora’ na performance. Por exemplo, qual a melhor palavra para ‘corporificar’ o objeto ‘árvore’? ‘árvore’, ‘árbol’, ‘albero’, ‘arbre’, Baum’, ‘tree’, ou nenhuma destas? Se a palavra ‘em forma de dicionário’ não pode ‘representar’ o vivenciado, é legítimo ‘inventar palavras’?

Mais sobre poesia sonora em http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/revistatxt6/entrevista_brenda.html
http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/revistatxt5/entrevistaboris.html http://www.elsonfroes.com.br/psonora.htm

Estas e outras discussões de altíssimo nível empolgaram os convivas do Brechó Poético, animado pelas anfitriãs Lívia e Tânia, na agradável tarde de sábado (sem chuvas!…) Assim chega o crepúsculo, o fim de tarde dispersa os poetas, que aguardam os próximos encontros e partilha de versos. 24/jan/10

*Leonardo de Magalhaens é escritor, tradutor e secretário da ong OPA!
http://leoleituraescrita.blogspot.com
http://desencontrosgrafados.blogspot.com
www.opart.org.br

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